Sobre o 8 de Março...





Mais um 8 de março.

Mais um "Dia Internacional da Mulher".

Mais um momento meramente comercial para mascarar o motivo real por trás desta data, hoje festiva para alguns, mas símbolo de luta para muitas de nós.

8 de março se tornou um marco na história da luta das mulheres em busca por seu espaço, por seus direitos, na luta em busca de reinvindicar qualidade no trabalho, salário melhor, equidade no âmbito social e profissional. Uma luta que começou durante o século XX e permanece ainda hoje, na segunda década do século XXI.

O negócio é que nos dias de hoje, além de lutar pela equidade social e profissional, lutar por nossos espaços, salário equivalente, ainda precisamos implorar: parem de nos matar!

Em algum momento eu ouvi dizer que temos o dom de trazer a vida, mas não podemos escolher quando queremos trazer a vida para este mundo. Ouvi alguém dizer que sem nós, mulheres, o mundo não existiria, mas então porque insistem em violar nossos corpos, nos objetificar, nos fazer submeter às suas vontades?

Não escrevo aqui para trazer a tona uma rivalidade entre homens e mulheres, não é a intenção. 

Escrevo porque preciso entender, por que tanta raiva contra nós?

Essa semana eu vi vários vídeos em uma rede social de homens treinando para receber um possível "não" em uma proposta de casamento que nem eles sabem se vão realizar e pasmem, no video o treino é agredir um saco de areia que representa o corpo de uma mulher. 

Não podemos decidir sobre nossos corpos, nossas roupas, nossa estética, nosso cotidiano, porque estamos sempre preocupadas em perceber quem está ao nosso redor, como sair e como chegar em casa.

Homem nenhum precisará saber qual é respirar aliviada como percebemos que o aplicativo nos direciona para uma motorista e não um motorista, ou de estar desconfortável em um ambiente majoritariamente masculino por não saber qual deles estará mal intencionado e quantos deles se calarão diante das problemáticas que poderão surgir.

Escrevo hoje em desabafo, de coração apertado diante tantas notícias trágicas de femnicídio, de abuso de todas as formas e maneiras.

Escrevo para pedir que nos permitam viver, ser e nos reconhecer de maneira positiva na sociedade.

Para nós, mulheres, eu digo, continuemos a luta. Precisamos continuar, precisamos ser resistência para continuar com a nossa existência.


Beijos da Jam,
Até a próxima!

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