Sobre a maternidade ideal...




Muito se fala sobre a "maternidade ideal".

Todos têm um palpite sobre o que é ser mãe, sobre os comportamentos, lida diária, educação e mais uma infinidade de coisas.

Imaginamos tanto que idealizamos em nossas casas as nossas mães, as mães dos nossos amigos, vizinhos ou como seremos quando formos mães.

Observamos as mulheres nas séries, novelas, filmes, documentários e dali retiramos as "referências ideias da maternidade".

Pensando nisso, trouxe três referências marcantes de maternidade ideal que fizeram parte da minha infância.


1. Dona Nenê

Dona Nenê esteve presente em 90% das casas brasileiras em 2001.

Esposa, mãe de dois filhos, dona de casa e muito amável. 

Dona Nenê era a aquela mãe que todos nós imagimanos existir em nossas casas, pois víamos nela o comprometimento de estar com a família e buscar, de todas as formas, manter tudo funcionando. 

Manter a casa limpa e acolhedora, cuidar do marido, do lar e dos filhos era seu objetivo e, mesmo quando as coisas pareciam correr errado, ela ainda mostrava a resiliência necessária para manter-se firme e ser a segurança que sua família precisava.



2. Helena



Helena, personagem de Vera Fischer em Laços de Família, emocionou a todos os brasileiros com a sua história de renúncia em prol da felicidade de sua filha Camila. 

Esse personagem levou para as casas brasileiras até onde o amor de mãe pode ir para suprir uma necessidade de sua cria, além de nos fazer questionar as nossas realidades, nossos limites e buscar entender se seremos tão "boas" ao ponto de renunciar algo que queremos muito para que a nossa cria possa viver bem.


3. Mulher-Elástica




Elena Pera, ou Mulher-Elástica, é uma das personagens mais icônicas da minha infância. 

Em 2004, quando lançou o filme Os Incríveis eu fiquei maravilhada com a possibilidade de ter uma mãe que também era uma super-herói. Claro que no meu auge dos 10 anos de idade tudo era muito incrível  e eu não fazia ideia do que era a maternidade, mas eu queria muito que minha mãe pudesse se esticar e dar conta de combater ao mal, fazer a comida, cuidar da casa, de mim e dos meus irmãos do mesmo jeito que a Mulher-Elástica fazia.

No entantpo, hoje eu percebo em como a sua representação foi elaborada de uma maneira suave, mas com uma crítica de como enxergamos a mulher e o ato de maternar.


Ainda que idealizado, o cuidado materno transborda.

É um amor que protege, acolhe, mas nem sempre consegue se cuidar.



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