Sobre a maternidade real...

 


Ser mãe é algo que uma boa parte das mulheres no mundo um dia já desejou.

Influenciada pela família, pela mídia, pelas amizades... em algum momento alguma mulher já pensou em como seria quando se tornasse mãe, já prometeu sobre como se comportaria, o que faria, como educaria...

Mas a real é: será que conseguiram?

Pensar sobre a maternidade, nos leva a imaginar sobre como seria quando (se) chegar a nossa vez, no entanto, a realidade pode ser muito diferente do que a gente espera. 

Pode frustrar nossas expectativas, roer nossas forças ou ser uma das maiores maravilhas do mundo.

No entanto, maternar nunca vai ser um caminho fácil. 

Há quem goste, mas há também quem odeie o processo.

Há quem nasce com o dom da maternidade, há quem se descobre mãe durante o processo e há, também, aquelas que, mesmo depois de se tornar mãe, não entende e não aceita a manternidade.

Pensando sobre isso, trouxe mais três personagens que retratam um um pouco dessa perspectiva da real maternidade.


1. Lurdes (Amor de Mãe - 2019/2020) 



Lurdes representa aquela mãe que, mesmo com todas as dificuldades, ainda encontra forças para encarar a realidade do seu dia a dia para não deixar faltar em casa aos seus filhos.

Aquela quem trabalha, sustenta os filhos para dar o melhor para eles, desde coisas básicas às essenciais, dos bens materiais aos sentimentais. 

Lurdes é a representação daquela mãe idealizada na realidade.

A mãe que cuida, mesmo na dor.


2. Rita (Malhação: Viva a Diferença - 2017/2018)




Mãe na adolescência na ficcão, mas que representou milhões de jovens no brasil e no mundo.

Rita teve um amor durante o ensino médio e sua gravidez foi consequência desse amor. No entanto, ela não sabia que as adversidades de ser mãe, ainda tão nova, seriam intensas. Viver a gravidez e suas mudanças, conciliar com a escola, enfrentar problemas do mundo adulto e gerenciar as emoções do medo do novo e a possível felicidade de estar gestando uma vida.

Rita representa aquela mãe que aprende ser mãe durante o processo. 

Aprendeu o que é ter carinho, o que é cuidar de si por viver em funcão de uma nova vida, aprendeu que ser mãe não é um conto de fadas, mas pode ser leve quando tem as pessoas certas ao seu redor, afinal, ter uma rede de apoio é importante demais.

Rita nos da um recado em sua representação: ser mãe, nem sempre é dom, às vezes é construção.



3. Carminha (Avenida Brasil - 2012)



Como esquecer a icônica vilã da novela do horário nobre da Rede Globo?

Carminha foi uma vilã como poucas que já acompanhamos em nossa TV. A criatura aprontou de tudo um pouco! 

E no quesito maternidade traz o quebra de paradgma sobre o ato de maternar.

Carminha mostra uma maternidade crua, uma maternidade que assusta, pois é um cuidado que machuca, que grita posse, que faz dos filhos extensão de si e nunca, nunca mesmo, pensa no bem-estar da cria se isso não for algo relevante para o próprio bem-estar.

Essa personagem fá luz a um tipo de mãe que cuida, protege e ama.

Um amor doente em que ela está em primeiro lugar sempre.

Um cuidado frágil, pois é ela quem machuca em sua tentaiva de mostrar ser boa o suficente

Uma proteção assustadora pois estar por perto, muitas vezes entristece e adoece.

Assim como Carminha, existem muitas mães aí pelo mundo que não compreende que suas ações reverberam de maneira negativa em quem está ao seu redor. Carminha errou em muitos aspectos e ela sabe disso, em cada passo que deu. Mas, em seu consciente, ela precisava fazer aquilo e mostrar que o mundo era cruel.



A maternidade real nem sempre é bela ou doce.

Às vezes assusta, irrita, machuca e deixa insegura.

Dentro da proteção também pode haver mágoas e tristeza.

Nenhuma experiência é igual. No máximo, parecida.





Comentários

Postagens mais visitadas